O medo, emoção natural de cuidado, é uma forma de defesa e um mecanismo de sobrevivência. No entanto, quando sentido em excesso, o medo pode paralisar, comprometer atividades simples do dia a dia e te impedir de alcançar seus objetivos.

Situações novas, obstáculos no caminho, momentos em que precisamos nos expor e sentimentos não palpáveis podem causar uma forte insegurança, que precisa ser combatida para que consigamos avançar. Dessa forma, o medo surge da preocupação a respeito do que poderá acontecer em consequência do evento, mas não do evento em si.

Se essa sensação vem se tornando cada vez mais frequente para você, talvez seja a hora de começar a reverter a situação. Pensando nisso, no post de hoje você vai entender o que é o medo, além de conhecer uma série de práticas para conseguir lidar da melhor maneira com aquilo que o amedronta. Acompanhe:

Como é desencadeada a sensação de medo?

Ao receber o estímulo — um barulho julgado suspeito, por exemplo — o cérebro envia dados sensoriais ao tálamo. Nesse ponto, o tálamo ainda não sabe se os sinais recebidos são ou não de perigo. Considerando que a situação seja de risco, ele envia a informação à amígdala que, por sua vez, inicia as reações de fuga ou luta.

Depois do processo de medo já criado, há dois caminhos pelos quais podemos seguir: o caminho mais baixo e rápido ou o caminho mais alto e longo — esse último proporciona uma maior reflexão sobre a situação a ser enfrentada, sendo o mais indicado.

O barulho pode ser um bicho, um fantasma ou um ladrão, como também pode ser o vento fechando as janelas ou derrubando algum objeto. Nesse caso, ao escolher o caminho mais longo, o tálamo envia a informação para o córtex sensorial, que interpreta o estímulo em busca de um significado. Após esse processo de interpretação prudente, uma mensagem é enviada para a amígdala e, caso necessário, ela envia outra informação ao tálamo, desligando a reação de luta ou fuga.

Quais os efeitos do medo no nosso cérebro?

Com a sensação de medo instalada, são ativados dois sistemas em nosso corpo: o sistema nervoso simpático, que utiliza as vias nervosas para iniciar as respostas corporais, e o sistema adrenocortical, que utiliza a corrente sanguínea.

O efeito geral é um corpo mais alerta e atento — um mecanismo de defesa, como mencionado anteriormente — o que é algo vantajoso para nossa sobrevivência. Isso porque são enviados impulsos para as glândulas e para o músculo liso, fazendo com que a adrenalina e a noradrenalina, os hormônios do estresse, sejam liberadas no sangue. São elas que causam a mudança do estado de inércia do corpo para o estado de atenção. Ao mesmo tempo, o sistema adrenocortical também é acionado e o hormônio ACTH liberado. Chegando ao córtex adrenal, trinta hormônios diferentes são mobilizados dentro do corpo para lidar com um único perigo, evidente ou não.

Por fim, o medo é algo pessoal, ou seja, o que assusta um não necessariamente assusta o outro. Ele é uma reação em cadeia no cérebro, que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos. Quando sentido, seu corpo pode experienciar tremores, enjoos, aumento da frequência cardíaca e aceleração da respiração. Essa resposta ao medo é autônoma e não temos influência sobre ela.

Quais as consequências do excesso de medo?

As reações desencadeadas pelo nosso corpo são instintivas e têm o intuito de te ajudar a sobreviver em uma situação de ameaça. No entanto, além de ser a causa de uma série de doenças psicológicas, como a síndrome do pânico e a ansiedade, o medo pode te paralisar e impedir a realização de tarefas simples ou essenciais para o seu avanço pessoal e/ou profissional.

Andar de avião, falar em público, ter uma conversa com o seu chefe, dormir no escuro ou estar em um relacionamento sério com outra pessoa, por exemplo, podem até assustar, mas fazem parte da vida. Sendo assim, você deve aprender a manter uma relação saudável com esse sentimento.

Mas, como combater o medo irracional?

Até aqui, já entendemos que os medos se formam de maneira inconsciente. Por isso, em primeiro lugar, você precisa torná-los mais palpáveis — pelo menos a ponto de uma melhor análise.

Trabalhe o seu consciente perguntando a ele no que seus medos são baseados. Eles têm fundamento? São norteados por experiências já passadas? Conheço suas causas? Desfaça padrões criados por você anteriormente. Para isso, procure acalmar ao máximo a sua mente e tente trazer racionalidade à questão.

Exponha o problema

Quando falamos sobre assuntos que estão apenas na nossa cabeça, além de alívio e leveza, sentimos que podemos tomar atitudes reais sobre eles. Sendo assim, conversar sobre seus medos faz você assumir que eles existem e te ajuda a esvaziar seus pensamentos.

Experimente falar com quem te cerca a fim de trocar ideias ou, se ainda não se sentir à vontade para isso, tente escrever sobre seus medos para si mesmo. O ponto aqui é colocá-los para fora de alguma forma — ainda que apenas para você — analisando situações passadas em que o medo tomou conta de seu corpo a ponto de impedir ações.

Veja as situações de outra perspectiva

O copo certamente pode estar meio cheio se você analisar a conjuntura de outro ângulo. Evite pensamentos negativos e tente enxergar as soluções viáveis para a questão. Tente manter os problemas de lado por um momento e foque nas recompensas a se ganhar quando o medo for ultrapassado, mentalizando sempre o resultado. Esse exercício é importante para atrair pensamentos positivos e para te lembrar que você ainda está no controle.

Enfrente seus medos

Comece com passos pequenos. Em um primeiro momento, não há a necessidade de atos grandiosos. Você não precisar mergulhar no oceano se tem medo de mar, mas pode tomar a primeira atitude com aulas de natação e ir avançando aos poucos, por exemplo. Se tem medo de falar em público, comece discursando para seu núcleo familiar ou para seus amigos. Seja qual for a situação. procure sair da sua zona de conforto. O importante é dar o primeiro passo e se manter sempre em movimento, ganhando cada vez mais autoconfiança.

Como você pode perceber, conscientizar-se sobre seus medos é um ótimo caminho para enfrentá-los. Fale sobre eles para que não sejam mais um tabu, entenda os benefícios de superá-los e, aos poucos, como um exercício diário, se livre da insegurança que as situações desconhecidas podem causar. Lembre-se de que o medo pode paralisar, mas é você quem está no controle.

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Comments (2)

  1. Como é triste essa questão de medo e o pior que todos sabem o quanto o medo aprisiona o quanto trava as pessoas que sonham em ter sucesso, como é realmente algo forte. Vencer o medo é uma das maiores conquistas que qualquer pessoa pode ter na vida.

    1. Sim Beth, ficamos muito condicionados a partir de nossa memória infantil a agir e reagir baseados no medo. Mas, é perfeitamente possível trabalhar estas memórias e sim, é uma alegria poder se reconectar com a confiança, abundância e beleza da vida. Agradecemos imensamente seu comentário e esperamos encontrá-la no Processo Hoffman.

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